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seqvme#42 - Parte 1

Chá de Giz... 

(Chão de Cogumelo)

Parte 1 - Introdução

Fala aí rapaziada!

 

Pois é... falei e finalmente vou cumprir! Não agüento mais tantas pessoas idolatrando Zé Ramalho, falando do cara e de suas músicas como se fossem hinos (não.. também não tô me referindo a esses “cuida da minha casa, cuida da minha vida...” até porque essa merda pode ser tudo, menos hino.. hino é “ouviram do Ipiranga às margens plácidas..” ou melhor ainda.. mais hino ainda “uma vez Flamengo, sempre Flamengo!” isso sim é hino! Mas enfim, vamos voltar ao assunto.). tá. mas vamos com calma. Não tô falando que odeio Zé Ramalho, nem que o mesmo não possa ser reconhecido e até apreciado. Eu mesmo escuto, tenho cds e dvs (piratas, of course) e iria felizão a um show. Mas porra, devagar que o santo é de barro. Vamos deixar bem claro algumas coisas: Zé é um bom artista da nossa música? Sim! É um visionário, um artista fora de série, um dos melhores que existiu? Claro que não! E é justamente nesse ponto que eu quero chegar.. A coisa hoje em dia tá tão feia, que ouvir Zé Ramalho tem sido considerado Cult, legal, há a impressão de um status de intelectualizado... PORRA NENHUMA! A verdade é que as músicas de Zé Ramalho dizem coisa com coisa! Ou nada com nada, se preferir. É claro, toda regra tem sua exceção.. e no caso dele é bem exceção mesmo (Admirável Gado Novo por exemplo). No geral é muita conversa fiada, lero-lero, blá-blá-blá, chá de cogumelo, LSD, e o que de mais moderno existia de substâncias entorpecentes alucinógenas na época. Ah, e outro mito em torno desses caras nordestinos e nortistas em geral (pras pessoas gostarem tanto deles e acharam tão bonitinhos qualquer merda que fazem) é que eles eram pobrezinhos fudidos e que passaram fome no Rio de Janeiro. Porra nenhuma também! Todos esses carinhas que se aventuraram por aqui e conseguiram destaque (Zé, Alceu, Raul, Fagner, etc.) tudo playboy, filhinho de papai, cheio do dinheiro, mimados, rebeldes sem causa, que chegaram a passar alguma necessidade eventualmente, pois não queriam dar o braço a torcer e ligar pro papai pedindo mais grana e ter que ouvir do pai, antes de liberar a grana aquele tradicional “filho larga dessa fuleiragem de ser artista e ficar fumando maconha e dando o rabo e vem trabalhar na fazenda aqui comigo, que você vai se dar muito melhor... aí no Rio só tem viado, puta e sapatão... e Flamenguista.” Ah tá. tu não acredita em mim não? Não acredita no que eu tô dizendo? Pois é.. quer ver o argumento absoluto do que o que eu tô dizendo não é mentira? Todos esses “pobrezinhos” que passaram fome aqui no RJ, vieram de família abastada e... e... o ponto principal: cursaram, concluíram ou no mínimo ingressaram numa faculdade! A-hammmm! E agora? Desde quando pobre fazia faculdade? Ainda mais naquela época.. entre os anos 60 e 70! Einh, otário, e agora, o que diz? Tá pensando que faculdade antigamente era assim: Estácio, Unig, Gama Filho, que qualquer um pagava 200 ou 300 merréis e escolhia o curso que queria fazer? Mas tu tá muito enganado! Faculdade era coisa pra quem tinha grana.. muita grana... E esses caras aí todos, pode ver.. arquiteto, engenheiro, físico, etc.. o próprio Zé, ingressou na faculdade de medicina! (medicina!!! Pra tu ver!!).. mas abandonou o curso.. talvez por se interessar mais pela agricultura, não sei.. é..talvez cultivar uma plantação de cannabis sativa, psilocinas, etc.. hehe tô de saca!

 



Escrito por Vinteedois às 16h57
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Seqvme#42 - parte 2

Chá de Giz... 

(Chão de Cogumelo)

Parte 2 - continuação

 

Se contra fatos não há argumentos, contra confissão então não há nem o que dizer! Uma música muito badalada do trio Alceu, Geraldo e Zé (olha ele aí gente!) é comprovada e assumidamente uma música composta durante um estado alterado da mente provocado pelos inocentes cházinhos servidos no sítio (um sítio! Veja vocês.. tão pobrezinhos que dá até pena) de um deles (não lembro qual agora). Eles já admitiram ou confessaram em entrevista que a música Taxi Lunar, foi composta com eles já “tudo” doidões chapado e que a música não tinha letra.. ou melhor até teve num determinado momento, mas que a letra original não entrou nas gravações... a música era só a música, com algumas vocalizações de vozes.. tipo (conhece a música né? apenas apanhei na beira mar, um taxi pra estação lunar).. a musica era só “um daro daro dê, tum dero nah.. tutac tum tumdero dá... um daro daro dê, tum dero nah.. tutac tum tumdero dá...” .. aí dizem as más línguas que nesse mesmo dia, inseriram a letra “apenas apanhei na beira mar.. um baseado pra fumar!!” , bom.. se é verdade não sei, mas faz sentido! Aí depois, colocaram a letra que hoje conhecemos.. mas não adiantou muito..  a emenda ficou pior que o soneto... eu imagino a cena.. eles compondo a letra depois.. tudo chapado do mesmo jeito... e falando: “vamos fazer a letra agora, pois aquele dia agente tava doidão”.. aí começaram... a exercício de imaginação, vamos considerar assim... entra Alceu Cantando: “pela sua cabeleira”.. aí vem o Zé: “Vermelha”... os outros dois, olham pra cara dele meio assustado.. mas continuam: aí vem o Geraldo e joga “Pelos raios desse sol”.. aí vem o Zé: “lilás”.. aí eles pegam e falam: “Porra Zé, ‘sol lilás’?’, aí ele responde: “Pô bicho.. eu ouvi uma parada parecida dia desses.. acho que vai fazer sucesso.. é.. um tal de Djavan.. ôuw maluco, esquenta não.. aperta, puxa, prende e passa, vamo pra outra!”.. então continuam: “Pelo fogo do seu corpo” aí o Zé: “Sem telha”.. “não zé.. não zé.. ‘sem telha’ não.. tá.. vamos considerar ‘centelha’.. faísca.. podemos dizer que tem a ver com o corpo e tal.. é dá pra disfarçar.. vamos”.. aí continuam.. “pelos raios desse sol”.. aí entra o Zé e canta “lilás”... então Geraldo, o mais macho deles exclama: “Porra cismou com lilás, caralho! Tu tá virando viado Zé?” enfim, Geraldo e Alceu olham um pro outro, meio sem  jeito, fazem sinal com a cabeça, como quem diz: que se foda, vambora, o cara tá na viagem, segue em frente. E aí segue: Geraldo manda: “apenas apanhei, na beira mar..” aí vem o zé, muito alucinado e complementa: “um taxi pra estação lunar” ..  aí rola espanto e estress nessa hora.. “qual é zé?? Toda hora, porra???... assim não dá.. não venho mais compor contigo.. tu fica avacalhando.. tá zoando o bagulho? Onde já se viu alguém ir pra beira mar pegar taxi? Ainda mais taxi pra ‘estação’... na estação tem que pegar é trem, ô minha cacêta... ainda mais estação lunar? Se quer ir pra lua tem que ir de foguete..” aí o Zé, muito espirituoso defende a teoria: “não necessariamente! Com esse cházinho de cogumelo, tu vai até pra Júpiter, pra Marte.. pra superfície do sol!” e encerra com uma sonora gargalhada! Hahuahuahuahu

E por aí vai.. em meio a tantas composições cogumelianas, podemos destacar Avohai.. uma canção que trata de um cara falando coisas ao vento, palavras supostamente com sentido aleatoriamente rimadas.. interrompidas do nada para dar lugar a expressão: AVOHAI.. assim do nada, entra a frase na música.. e justificativa dele depois é que, enquanto estava doidão compondo a letra, ele estava ouvindo vozes, provavelmente sopradas por alienígenas ao seu ouvido.. (provavelmente? Hauahuh ETs.. sei sei.. heheh)... Temos ainda Vila do Sossego, onde o cara já começa “Óh eu não sei se eram os antigos que diziam..” porra maluco.. se nem você sabe, então por que tá cantando?

Mas nisso tudo, há uma coisa importante a ser considerada: Não há como negar a qualidade musical, a musicalidade do cara.. eu diria que é inversamente proporcional a sua capacidade de fazer letras com coerência, clareza e que não necessitem de explicações mirabolantes para que sejam entendidas, compreendidas. Pois fazer isso uma vez ou outra, tudo bem.. mas sempre? fica chato.. Traçando um paralelo, consideremos que as letras dele, são como piadas que devem ser explicadas todas as vezes que contadas. Explicar piada é o cúmulo. Ou agente é muito burro, ou... bom deixa pra lá.

Agora vamos ao que interessa!

Uma coisa que me deixa profundamente irritado, eu passo mal, me dá nervoso, eu fico querendo bater ‘num’ é quando estou num barzinho, música ao vivo e tal e de repente, (e o pior que isso é de lei.. não tem jeito, sempre acontece!) alguém pede lá no fundo: “Toca ‘Chão de giz’ aê!” putz!! Eu fico pra morrer.. Primeiro: essa música de tão repetida, já encheu o saco. Será que o pessoal não enjoa? Segundo: Que merda quer dizer a letra dessa música, gente? Já parou pra pensar? Provavelmente não. Porque se “sim”, sua postura certamente seria outra. Mas não esquenta, pó deixar que eu pensei pra você!

Primeiramente eu pesquisei no google. E claro, cheio de papo de maconheiro, ufólogos, emos, todos com suas interpretações dessa música.. no fundo é tudo balela, ou como diria num padrão mais culto da coisa “falácia pra acalentar bovinos” (traduzindo: conversa pra boi dormir!). Na verdade, essa música o Zé Ramalho fez ainda muito jovem, provavelmente no carnaval, quando se apaixonou por uma velha cheia do dinheiro, casada com um figurão também. Zé Ramalho como todo mundo sabe era michê (Garoto de programa, pegador de velha rica, e que por uma boa grana – ou nem tanto – sempre acaba dando o cu também). Então, provavelmente conheceu a velha num desses programas. Então foi lá, encaçapou a véia, e pensou que a véia ia ficar caidinha por ele (“há tantas violetas velhas, sem um colibri”). Mas nada.. a velha queria rola.. e todo mundo sabe, menos o zé, que ele é feio pra caralho, e então muito provavelmente a velha arrumou um michê menos esquisito e largou o pobre Zézinho, na solidão.. que se trancou em seu quarto, mas não sem antes passar na boca da cidade, comprar 3 quilos de maconha, 500 gramas de pó e dois litros de heroína... além é claro de deixar preparado na geladeira já esperando seu cházinho costumeiro de cada dia.. e nessa ficou, trancado no seu quarto por 3 dias ininterruptos, sem sair pra nada, nem pra cagar, e só fazendo merda, digo, compondo sem parar.. depois de três dias, quando o bagulho acabou e bateu a larica, ele saiu, saqueou a cozinha, comeu feito um leão e pronto, havia nascido uma nova música: chão de giz! O resultado é isso aí ó:



Escrito por Vinteedois às 16h56
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seqvme#42 - Parte 3

Chá de Giz... 

(Chão de Cogumelo)

Parte 3 - Epílogo

 Eu desço dessa solidão, Disparo coisas sobre, Um Chão de Giz

Como assim “desço dessa solidão”.. que porra é essa? E afinal de contas: O que seria um “chão de giz”? Já vi chão de barro, de concreto, de piso, azulejo, pedras, capim, chão de coral, chão de ácido, chão de graxa (em oficinas mecânicas), mas porra, chão de giz? Ou seja, a música já começa estranha. O nome da música já é estranho. Seria talvez, o chão do colégio? Pode ser.. na escola, a professora escrevendo no quadro negro, aquele monte de pó de giz no chão.. é.. pode ser... mas aí.. epa? Bom.. aí ele não precisaria nem ter composto nada então se o caso fosse esse.. essa música já existe.. era só ele sair cantando: “Que saudades da professorinha! Que me ensinou o Bê-a-bá! Onde andará Mariazinha? Meu primeiro amor onde andará?”.. né não? Pois é...

 

Há meros devaneios tolos, A me torturar

Pois é... maconha é foda! Pára com isso!

Fotografias recortadas, Em jornais de folhas, Amiúde!

Amiúde!! Puta que pariu! Só nessa música aqui e naquela da Chico Buarque: “Joga pedra na Geni.. Taca pedra na Geni.. ela é boa de bater.. ela é boa de cuspir”.. tem sim.. pode ver no google que tem sim.. mas porra, fala sério! Vamos pular essa parte.

 

Eu vou te jogar, Num pano de guardar confetes. Eu vou te jogar, Num pano de guardar confetes...

“Pano de guardar confetes”.. como assim? Quem guarda confetes em panos? Por que não um saquinho? Pano? Uma bolsa.. uma caixa... qualquer merda.. que se foda.. joga logo a porra desses confetes fora então.. mas.. enfim.. cada um guarda o que achar que convém, né? quem sou eu pra criticar.. mas a respeito... ele vai guardar o que no pano mesmo? A mulher, as fotografias, o “amiúde”, que porra que é? Bom.. não sei...

 

Disparo balas de canhão, É inútil, pois existe, Um grão-vizir

Ô Caralho!? Perdi alguma parte da estória? Já estamos na guerra.. num momento estávamos falando do pano, do amiúde, de jogar alguém ou alguma coisa.. e agora, já estamos com “balas de canhão”? Será alguma mensagem de algum atentado terrorista? Bem.. pelo visto falhou.. o tal “grão vizir” interceptou as balas de canhão! Eita grãozinho poderoso esse ein!? Cuidado com os grãos quando andar pela rua ein!

 

Há tantas violetas velhas, Sem um colibri

É... pode ser que ele esteja se referindo a vélha ái nessa parte.. mas que pretensioso se achando um “colibri”.. se bem que.. hummmm.. colibri é? Hummhum... tinha um animalzinho mais macho não? Tipo uma gavião, urubu, falcão.. ou até mesmo se é pra ser um passarinho, que seja um canário.. mas um colibri? Sei não ein...

 

Queria usar quem sabe, Uma camisa de força, Ou de vênus

Sinceramente, se me perguntasse na época eu aconselharia a camisa de força.. mas como segunda opção a camisa de vênus cairia bem também.. assim evitaria a perpetuação da espécie.. o mundo já está muito cheio de drogados... Mas o pior é que até o Marcelo D2 faz letras melhores que essa!

 

Mas não vou gozar de nós, Apenas um cigarro

Sei lá, bicho.. doidão é aquilo.. agente sacaneia tudo mesmo.. uma vez eu fiquei gozando da cara de um cachorro leproso na rua... tava doidão mesmo... mas nunca fiquei rindo de cigarro. E pelo visto ele quer gozar de vários cigarros.. não quer só de um não... Tá... tá bom.. vou tentar de novo.. talvez ele esteja se referindo ao ato sexual.. é.. é bem provável que seja isso.. tipo, depois da foda, o cara vira pro lado, acende um cigarro e pergunta: “Foi bom pra você?”.. pode ser... aí então ele tá reivindicando mais cigarro.. a velha só quer liberar 1 do maço dela, até porque cigarro tá caro pra caralho e ele tá putinho por isso.. tipo “apenas um cigarro? Para de ser mão de vaca véia! Pô.. venho aqui te como e tu fica fazendo misérinha de cigarro comigo? Pô... tá zoando já...”

Nem vou lhe beijar, Gastando assim o meu batom...

Pô, aqui zoneou a a bagaça de vez.. aqui desandou o caldo.. como assim? Não vai beijar pra não estragar a maquiagem? Qual é a sua cara? Tu era go-go- boy ou era Drag Queen? Ih.. sei não.. essa coca é fanta. Esse Rin-tin-tin é Lassie. Esse pit-bul é poodle. Esse paraíba é gaúcho. Esse Adriano é Ronaldo. Falo mais nada...

 

Agora pego, Um caminhão na lona Vou a nocaute outra vez

Eita puta que me pariu.. essas mudanças de humor do zé Ramalho é que me quebra todo. Ainda pouco estávamos falando dele ser drag queen, do batonzinho da boticário que ele não quer ficar gastando a toa, se ia ouvir IMCA ou I Will Survive.. e do nada o cara muda a prosa, apareceu um caminhão, depois luta de box ou vale tudo.. agente tá falando do que afinal? “um caminhão na lona?” não era a lona que deveria estar no caminhão? Mas tá.. beleza.. Alguém tirou a lona do caminhão, jogou no chão, o caminhoneiro não viu, deu ré, estacionou e ficou o caminhão em cima da lona.. Agora e o nocaute? Como assim? Perdi alguma parte de novo? Como que ele pode estar “indo a nocaute outra vez” se eu nem vi qual foi a primeira vez que ele foi? É uma questão de lógica, é só contar gente... é a primeira vez.. é ou não é?

 

Prá sempre fui acorrentado, No seu calcanhar

Isso deve doer mesmo... nossssssa.. quero nem pensar... Pra que tanta violência? Se é pra ser acorrentado, por que não no tornozelo? No calcanhar é foda.. é muita maldade.. como uma pessoa certa vez falou: “no calcanhar, no máximo um piercing!”

 

Meus vinte anos de "boy", That's over, baby! Freud explica...

Ah.. isso aqui é mole.. depois dessa desilusão amorosa, ele diz que parou, não vai pegar mais velha, vai parar de dar a bunda, e vai começar a trabalhar... mas é tudo caô. É a mesma coisa que nós falamos assim que acordamos após uma longa bebedeira na noite anterior.. agente levanta, ou ainda na cama mesmo e diz: Nunca mais eu bebo! Mas todo mundo sabe que isso não é verdade.. enfim.. .agora, para que raios Fróidi entrou na conversa? É isso que eu falo... não tem o que falar não fala... bota o nome do cara só pra parecer inteligente? Falta de assunto é foda!

 

Não vou me sujar, Fumando apenas um cigarro,

Nem vou lhe beijar, Gastando assim o meu batom,

É aquela velha história repetida.. brigando por causa de cigarro.. por causa de batom.. daqui a pouco vai brigar porque quer usar a calcinha da coroa, vai ficar com ciúmes porque não tem uma bolsa da Prada e ela tem, vai querer botar silicone, vai querer que a velha pague academia pra ele pode malhar a região glútea, enfim o de sempre... ô biba temperamental esse Zé Ramalho!

 

Quanto ao pano dos confetes, Já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo É assunto popular...

"Isso explica"? gente.. isso é a evidência máxima de como o abuso das drogas faz mal as pessoas! Sabe por que? Porque O fim do carnaval e os panos dos confetes, simplesmente, NÃO EXPLICAM PORRA NENHUMA, muito menos quanto ao sexo ser assunto popular. Gente? Vou nem discutir... esse cara tá chapado.. tá doidão.. eu lá vou discutir com bêbado? Bater palma pra maluco dançar? .. eu só sei de uma coisa.. o dia que eu tiver que chegar pro meu filho e conversar com ele sobre drogas e tal.. eu não vou nem falar nada.. vou só pegar o moleque, colocar sentado, ligar o som e colocar essa música pra tocar... vou fazer ele ouvi-la todinha.. depois chego pra ele e pergunto: “Entendeu?”.. “é isso que dá.. tá vendo meu filho? Quem usa drogas fica falando coisas assim... é isso que você quer pra você? Tá aí o Falcão do Rappa que não me deixa mentir!...” pronto. Resolvido o problema. Pelo menos a música servirá pra alguma coisa...

 

No mais estou indo embora!
No mais!...

E sinceramente Zé? Já vai tarde!  Vai embora desgraça! .. vai e desliga a porra do som, por favor!

Até!



Escrito por Vinteedois às 16h54
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seqvme#41

FOR ALL???

 

Uma amiga postou esse texto no blog dela, achei interessante e resolvi trazer pra cá também e tecer alguns comentários sobre, ao final. Vale a leitura, confiram!

 

O texto é de: Anselmo Alves , jornalista, cineasta, sertanejo de Serra Talhada, com larga compreensão do Nordeste.

"Nos últimos dez anos tenho viajado freqüentemente pelo sertão de Pernambuco, e assistido, não sem revolta, a um processo cruel de desconstrução da cultura sertaneja com a conivência da maioria das prefeituras e rádios do interior. Em todos os espaços de convivência, praças, bares, e na quase maioria dos shows, o que se escuta é música de péssima qualidade que, não raro, desqualifica e coisifica a mulher e embrutece o homem.

O que adianta as campanhas bem intencionadas do governo federal contra o alcoolismo e a prostituição infantil, quando a população canta “beber, cair e levantar”, ou “dinheiro na mão e calcinha no chão” ?

O que adianta o governo estadual criar novas delegacias da mulher se elas próprias também cantam e rebolam ao som de letras que incitam à violência sexual? O que dizer de homens que se divertem cantando “vou soltar uma bomba no cabaré e vai ser pedaço de puta pra todo lado” ? Será que são esses trogloditas que chegam em casa, depois de beber, cair e levantar, e surram suas mulheres e abusam de suas filhas e enteadas?

Por onde andam as mulheres que fizeram o movimento feminista, tão atuante nos anos 70 e 80, que não reagem contra essa onda musical grosseira e violenta? Se fazem alguma coisa, tem sido de forma muito discreta, pois leio os três jornais de maior circulação no estado todos os dias, e nada encontro que questione tamanha barbárie. E boa parte dos meios de comunicação são coniventes, pois existe muito dinheiro e interesses envolvidos na disseminação dessas músicas de baixa qualidade.

E não pensem que essa avalanche de mediocridade atinge apenas os menos favorecidos da base de nossa pirâmide social, e com menor grau de instrução escolar. Cansei de ver (e ouvir) jovens que estacionam onde bem entendem, escancaram a mala de seus carros exibindo, como pavões emplumados, seus moderníssimos equipamentos de som e vídeo na execução exageradamente alta dos cds e dvds dessas bandas que se dizem de forró eletrônico.

O que fazem os promotores de justiça, juízes, delegados que não coíbem, dentro de suas áreas de atuação, esses abusos?

Quando Luiz Gonzaga e seus grandes parceiros, Humberto Teixeira e Zé Dantas criaram o forró, não imaginavam que depois de suas mortes essas bandas que hoje se multiplicam pelo Brasil praticassem um estelionato poético ao usarem o nome forró para a música que fazem. O que esses conjuntos musicais praticam não é forro! O forró é inspirado na matriz poética do sertanejo; eles se inspiram numa matriz sexual chula! O forró é uma dança alegre e sensual; eles exibem uma coreografia explicitamente sexual! O forró é um gênero musical que agrega vários ritmos como o xote, o baião, o xaxado; eles criaram uma única pancada musical que, em absoluto, não corresponde aos ritmos do forró! E se apresentam como bandas de “forró eletrônico”! Na verdade, Elba Ramalho e o próprio Gonzaga já faziam o verdadeiro forró eletrônico, de qualidade, nos anos 80.

Em contrapartida, o movimento do forró pé-de-serra deixa a desejar na produção de um forró de qualidade. Na maioria das vezes as letras são pouco criativas; tornaram-se reféns de uma mesma temática! Os arranjos executados são parecidos! Pouco se pesquisa no valioso e grande arquivo gonzaguiano. A qualidade técnica e visual da maioria dos cds e dvds também deixa a desejar, e falta uma produção mais cuidadosa para as apresentações em geral.

Da dança da garrafa de Carla Perez até os dias de hoje formou-se uma geração que se acostumou com o lixo musical!Não, meus amigos: não é conservadorismo, nem saudosismo!

Mas não é possível o novo sem os alicerces do velho! Que o digam Chico Science e o Cordel do Fogo Encantado que, inspirados nas nossas matrizes musicais, criaram um novo som para o mundo! Não é possível qualidade de vida plena com mediocridade cultural, intolerância, incitamento à violência sexual e ao alcoolismo!

Mas, felizmente, há exemplos que podem ser seguidos.

A Prefeitura do Recife tem conseguindo realizar um São João e outras festas de nosso calendário cultural com uma boa curadoria musical e retorno excelente de público. A Fundarpe tem demonstrado a mesma boa vontade ao priorizar projetos de qualidade e relevância cultural.Escrevendo essas linhas, recordo minha infância em Serra Talhada , ouvindo o maestro Moacir Santos e meu querido tio Edésio em seus encontros musicais, cada um com o seu sax, em verdadeiros diálogos poéticos! Hoje são estrelas no céu do Pajeú das Flores! Eu quero o meu sertão de volta!"

 

Pois é.. depois de um texto desse, precisava nem falar nada.. na verdade o melhor a fazer seria somente bater palmas. Mas vai um pequeno comentário: O autor do texto refere-se ao seu estado, a sua cultura, ao seu povo. Mas esse certamente que é um texto brasileiro, se aplica a todos os nossos estados, as nossas regiões (acredito)..

 

A situação do nosso país está precária. E realmente, nesse ponto não é culpa do governo. A culpa é de quem consome esses produtos tão fracos.

E nosso país tá tão mal, que até mesmo o que é considerado bom, é ruim. Pra você ter uma idéia a coisa tá tão feia que até Zé Ramalho, hoje em dia, é considerado Cult! Hehehe.. bom, mas deixa o Zé que mais pra frente, já já, falo dele.

O Rio de Janeiro padece com seus funks nojentos.. quando não é falando pornografia, é incitando a violência, comando vermelho, terceiro comando, pistola e o cu da véia. Por outro lado também, São Paulo e sua onda de Raps, Racionais MCs e todo aquele papo de ex-presidiários que impera nas letras daquelas merdas. E nas duas cidades, além das suas mazelas naturais (como o Funk e o Rap) eles ainda consomem o Pagode (Belo, Katinguelê, Gustavo Lins e suas músicas de corno, travestidas de música da moda).. e sem falar é claro: O Forró eletrônico!

Por isso eu digo... Rio e São Paulo estão mais fudidos! Pois vários amigos que tenho que já visitaram o norte nordeste foram unânimes dizendo a mesma coisa: no norte/nordeste (cidades por onde passaram) só se escuta Forró (o eletrônico).. só se ouve isso o dia todo, o tempo todo, em qualquer lugar que se vá... aqui.. bom.. aqui você tem que escutar forro, pagode, funk, rap.. ah e já ia me esquecendo, o anticristo, a trilha sonora do inferno, a música sertaneja! Puta que pariu gente! É demais pra mim!

 

É por isso que eu faço assim... tem uma juke box no boteco que eu costumo freqüentar, e lá a rapaziada maltrata mesmo nos forrós, pagodes e funks... eu chego na minha de humilde, tranquilo, puxo uma nota de dez contos, vou na direção da máquina, pessoal tenta me parar (tipo futebol americano, tá ligado? Pois é.. pulando, tentando impedir minha caminhada, me segurando, fazendo barreira, paredinha, me puxando pelo braço, tentando me subornar com cerveja, pessoas implorando: “por favor, não faça isso!”?) não tem jeito.. eu chego, assim mesmo, o bar lotado... 10 músicas na minha frente programadas.. eu ponho os dez contos na máquina, e fodam-se! É uma hora de música só minha!!! Iron Maiden, Metallica, Sepultura, Sistem of a Down, Pink Floyd, Pearl Jam, Raimundos, Titãs…. E toma!! É 50 centavos cada música!!! Hehehe pessoal fica doido.. doido pra me pegar de porrada.. mas aí, eles sabem que não dá né.. hehehe.. qualquer dia vão vir armados! Heheehuahuahu.. eu sei eu sei.. eu pego pesado... e na verdade nem é sempre que estou a fimzão de ouvir essas bagaceiras (eu sei.. é preciso estômago também pra ouvir sepultura, se o cara não é acostumado, nem gosta).. mas é que.. bom.. eu gosto, tô pagando e é legal deixar os outros putos! Heheehhe Em dias tranquilos, quando pessoal tá respeitando o ouvido alheio, eu costumo colocar pra tocar Vanessa da Mata, The Beatles, Engeheiros do Hawaii, Vander Lee, Geraldo Azevedo, etc.. que é sempre bom em qualquer ocasião... mas quando estão aloprando.. aí eu boto pra fuder mesmo! E no final é isso aí: respeitar pra ser respeitado. E quando nem você próprio se respeita ouvindo certas músicas baixarias, quem é que vai te respeitar? Qual é o governo, político ou diabo que seja que vai respeitar ou levar a sério? Enquanto a população não se conscientizar, vai ser sempre isso: Panis et circence! (pão e circo... e olhe lá.. mais circo do que pão!)

Até mais pessoal!

 

PS: Agradecimento especial a Inha, por trazer a inspiração pra esse post!! Valeu!

 



Escrito por Vinteedois às 16h51
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Istandapi

 

 

Fala aí rapaziada!!!

Quanto tempo!! Pois é! Poderia até colocar de pano de fundo aquela música de Roberto e Erasmo: O Portão. E pior que depois de longa ausência é bem por aí, como diz a letra, que agente fica se sentido... fica meio sem graça, sem saber por onde começar, o que falar, tipo.. sem jeito mesmo... Mas vejam vocês, falando nisso, acabei de lembrar ‘daquela” do cara que sai pra comprar cigarro, volta pra casa três dias depois, fedendo a cachaça, entra em casa a mulher começa a reclamar, e então ele tem um “insáite”  e se sai com essa: “Ih.. pois é.. agora vou ter que voltar, pois esqueci de comprar o fósforo!”.. mas voltando ao portão.. ou melhor, voltando ao.. quer dizer. .nem sei voltando a que? A sim.. na verdade, eu é que estou voltando aqui.. hehe.. dá até pra cantar a musiquinha mesmo.. vê como fica: “eu cheguei em frente ao meu blog... rapaziada me sorriu cuspindo marimbondos... me passaram uma ‘baiana’ me jogaram no chão.. e gritaram: vou matar é você!”... hummm.. pensando bem essa versão ficou nada legal... esquece.

 

Mas agora falando sobre o propósito do post, é impressionante como algumas coisas que agente gosta agente nem sempre sabe o que é.. ou melhor, sabemos mas não ligamos o nome a pessoa. É o caso de “Stand Up”... Desde pivete que tenho verdadeira admiração por esse gênero artístico.. mas nem imaginava que isso fosse isso mesmo que é, ao invés de ser outra coisa... eu pensava que stand up, era uma parada totalmente diferente.. imaginava qualquer coisa menos isso.. imaginava na verdade primordialmente, toda vez que ouvia esse termo, aquela música do Bob “Get up, stand up! [tunduntuntundumdum] Stand up for your rights! [tundumtum] Get up, Stand Up! [tunduntuntundumdum]  Don’t give up the fight!” [tundumtum.. diminuindo o volume.. ah! isso aqui é a sonorização do contra-baixo! Ficou maneiro né? eu sei eu sei... sou sinistro! Obrigado!] …. Se você também for meio lesado como eu em relação a isso, esquenta não eu explico..  “stand up” é um gênero de comédia, onde o humorista sobe ao palco, com roupas normais, e começa a fazer sacadas legais, tirando sarro de tudo, fazendo trocadilhos, interagindo com o público, fazendo as pessoas rirem sem necessariamente estar contando uma piada. Meu, isso é fantástico!! Eu me amarro! Eu adoro ver as pessoas que tem essa capacidade!! Sabe aquele seu amigo, vizinho ou parente de alguém que sempre adora contar uma piada e ficar falando coisas insolentes sem a menor graça, e rindo das próprias besteiras? Pois é!! Esse cara não é um dos que tem talento pra Stand Up. Esquece! Ele é só um idiota, babaca que pensa que é engraçado.

Aquela rapaziada (acho que quase toda) do CQC é dessas bandas de stand up. O Marcelo Luque, Danilo Gentili, Rafa Bastos, esses com certeza são do movimento. Pesquisa “Stand up humor” no google, que aparece um porrão de buscas ligadas ao nome deles. É maluco, esse caras tão com tudo! E parece que são muito bons mesmo! Fazem shows adoidados... e cobram um dinheiro maneiro. Você não assiste uma apresentação de um cara desses por menos de 50 pratas! (tô falando! Os caras cobram bem!) me estranha o Gentili nesse meio.. pela tv pelo menos, parece tão sem graça.. uma coisa é certa: piada ele não sabe contar! Mas enfim.. deve ser bom.. mas só posso dar um veredicto depois de ver com meus olhos.

E outra rapaziada, esses com meu selo de qualidade e excelência, é o pessoal do DezNecessários. O que eu mais achei foda foi o Negão (Marcelo Marrom)... Paulinho Serra, (Ex-viado e traficante gay) precisa nem falar... ainda tem aquelas duas minas que são demais.. Mia Mello e Maira Charken (essa então uma delícia!!!! A Mia também.. mas em respeito a filhinha dela, não vou enfatizar...).

 

Bom show também, pra quem puder ir assistir, esse eu vi ao vivo, muito foda, é o Leandro alguma coisa.. aquele gordinho do Zorra Total! O cara é muito foda!

Mas é claro, o pai de todo mundo, pelo menos o mais famoso, o que praticamente chamou a atenção do mundo pra isso, certamente é o Jerry Seinfield! Se você não sabe quem é Jerry Seinfield, então você não sabe de nada de Stand Up. O cara é um ícone! Pesquisa no google.. pesquisa no youtube! Eu tinha gravado em vários vhs vários episódios da série... porém deu aquele bichinho branco e eu perdi tudo.. mas um dia ainda compro os Boxes com as séries completas.

 

 

Pois é rapaziada, como diziam os Looney Tunes: por hoje é só!

Quando eu voltar, vou falar sobre filmes... e Jessica Alba. Aguardem! Até!



Escrito por Vinteedois às 16h20
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